O Serviço Secreto norte-americano planeja revelar nesta terça-feira (30/6) planos para uma força-tarefa pan-europeia encarregada de prevenir o roubo de identidade, invasão de computadores e outros crimes que envolvem computadores.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, a unidade será baseada em Roma, na Itália, junto com a polícia anti-cibercrime italiana e a companhia de correio Poste Italiane SpA, que desenvolveu um software que pode rastrear pagamentos eletrônico.
O principal trabalho da Força-Tarefa Europeia Contra o Crime Eletrônico será unir os esforços da União Europeia e dos Estados Unidos, reforçando as defesas contra ataques nas embaixadas e em outros sites dos governos que hospedam sistemas importantes como o controle do tráfego aéreo.
Pelos termos do acordo, a iniciativa vai monitorar redes de computadores pela Europa usando o software designado pelo Poste Italiane. O programa poderia rastrear transferências em dinheiro realizadas a partir de sinais suspeitos na internet, como uma conta aberta por uma mesma pessoa em diferentes lugares.
O Poste Italiane é usado como um banco para depositar pagamentos de salários e pagar contas. Os 50 bilhões de dólares que circulam na agência por mês, algumas centenas de milhares de euros acabam sendo roubados, afirmam representantes da companhia.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Aumentam casos de cibercrime no Facebook
O cibercrime está se propagado rapidamente pelo Facebook, uma vez que fraudadores buscam usuários que pensam que a maior rede social do mundo é um lugar seguro na Internet para serem suas vítimas.
Lisa Severens, uma administradora de testes clínicos do Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, descobriu isso do pior jeito. Um vírus tomou conta de seu laptop e começou a enviar fotos pornográficas para seus colegas de trabalho.
"Foi humilhante ter que lidar com isso no trabalho", disse Severens. Seu chefe teve que trocar seu computador porque o software malicioso não pôde ser removido.
O cibercrime, que causa a perda de bilhões de dólares todo ano para empresas e indivíduos nos EUA, tem se propagado rapidamente pelo Facebook, uma vez que os esquemas visam e se aproveitam dos ingênuos para atraí-los ao lado negro da rede social, dizem especialistas em segurança.
Enquanto o MySpace, da News Corp, era o lugar mais popular para criminosos na Internet há dois anos, especialistas afirmam que os hackers agora estão infiltrados no Facebook, que deu um salto em número de usuários, de 120 milhões em dezembro para mais de 200 milhões atualmente.
"O Facebook é a rede social do momento. Os agressores vão aonde vão as pessoas. Sempre", disse Mary Landesman, pesquisadora da ScanSafe, empresa de segurança na Internet.
Os fraudadores entram nas contas fingindo ser amigos dos usuários, enviando mensagens spam que direcionam eles a sites que roubam informações pessoais e espalham vírus. Os hackers tendem a tomar controle do PC infectado para roubo de identidade, spam e outros crimes.
O Facebook administra a segurança do site de sua sede em Palo Alto, no Estado da Califórnia, filtrando a maioria dos spams e software malintencinados direcionados a seus usuários. Isso devia tornar o site mais seguro do que outras partes da Web, mas os criminosos são implacáveis e alguns conseguem passar pelo filtro do Facebook.
O crescimento no número de ataques reflete o enorme crescimento do site. O porta-voz da empresa Simon Axten afirmou, no entanto, que, enquanto o número de usuários aumenta, o percentual de ataques feitos com sucesso continua mais ou menos igual, permanecendo abaixo dos 1 por cento nos últimos cinco anos.
Por outro lado, disse ele, dados do FBI mostram que cerca de 3 por cento dos domicílios nos EUA foram assaltados em 2005.
"Segurança é uma corrida armamentista, e estamos sempre atualizando os sistemas e criando sistemas novos para reagir a novas ameaças mais desenvolvidas", afirmou Axten.
Quando a atividade criminal é detectada em uma conta, o site rapidamente busca por padrões semelhantes em outras contas e ou apaga os e-mails maliciosos ou muda as senhas de contas expostas, disse ele.
O Facebook está contratando um investigador de fraudes e um analista de fraudes, segundo a seção de carreiras do site.
Terra Tecnologia
Lisa Severens, uma administradora de testes clínicos do Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, descobriu isso do pior jeito. Um vírus tomou conta de seu laptop e começou a enviar fotos pornográficas para seus colegas de trabalho.
"Foi humilhante ter que lidar com isso no trabalho", disse Severens. Seu chefe teve que trocar seu computador porque o software malicioso não pôde ser removido.
O cibercrime, que causa a perda de bilhões de dólares todo ano para empresas e indivíduos nos EUA, tem se propagado rapidamente pelo Facebook, uma vez que os esquemas visam e se aproveitam dos ingênuos para atraí-los ao lado negro da rede social, dizem especialistas em segurança.
Enquanto o MySpace, da News Corp, era o lugar mais popular para criminosos na Internet há dois anos, especialistas afirmam que os hackers agora estão infiltrados no Facebook, que deu um salto em número de usuários, de 120 milhões em dezembro para mais de 200 milhões atualmente.
"O Facebook é a rede social do momento. Os agressores vão aonde vão as pessoas. Sempre", disse Mary Landesman, pesquisadora da ScanSafe, empresa de segurança na Internet.
Os fraudadores entram nas contas fingindo ser amigos dos usuários, enviando mensagens spam que direcionam eles a sites que roubam informações pessoais e espalham vírus. Os hackers tendem a tomar controle do PC infectado para roubo de identidade, spam e outros crimes.
O Facebook administra a segurança do site de sua sede em Palo Alto, no Estado da Califórnia, filtrando a maioria dos spams e software malintencinados direcionados a seus usuários. Isso devia tornar o site mais seguro do que outras partes da Web, mas os criminosos são implacáveis e alguns conseguem passar pelo filtro do Facebook.
O crescimento no número de ataques reflete o enorme crescimento do site. O porta-voz da empresa Simon Axten afirmou, no entanto, que, enquanto o número de usuários aumenta, o percentual de ataques feitos com sucesso continua mais ou menos igual, permanecendo abaixo dos 1 por cento nos últimos cinco anos.
Por outro lado, disse ele, dados do FBI mostram que cerca de 3 por cento dos domicílios nos EUA foram assaltados em 2005.
"Segurança é uma corrida armamentista, e estamos sempre atualizando os sistemas e criando sistemas novos para reagir a novas ameaças mais desenvolvidas", afirmou Axten.
Quando a atividade criminal é detectada em uma conta, o site rapidamente busca por padrões semelhantes em outras contas e ou apaga os e-mails maliciosos ou muda as senhas de contas expostas, disse ele.
O Facebook está contratando um investigador de fraudes e um analista de fraudes, segundo a seção de carreiras do site.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Especialista: ataque a celular aumentou 6 vezes em um ano
A conexão à internet por computador perdeu espaço e cada vez mais se dá dos aparelhos de telefone celular. Seguindo esta tendência, nos últimos dois anos as "infecções por vírus eletrônicos e os chamados códigos maliciosos - que penetram o hardware e permitem o acesso a dados pessoais, como o de contas em banco - concentram nos acessos móveis o seu poder de fogo. Segundo o gerente de projetos de segurança e pesquisa de ameaças da Fortinet, Derek Manky, houve um aumento de seis vezes no número de ameaças ao Symbian - sistema operacional usado em celulares Nokia e Sony Ericsson, por exemplo - entre janeiro de 2008 e abril de 2009.
Os ataques de programas espiões - malwares, keyloggers, ataques por meio de phishing e trojans - tornaram-se mais comuns que os dos vírus comuns por permitirem o acesso às informações pessoais do usuário sem que ele perceba. O maior uso de celulares para conexão faz com que a nova geração destes ataques se concentre nas plataformas de acesso móvel à internet, como o Symbian e o Windows Mobile, tornando-os alvo de pragas como o 'Yxes', detectada pela primeira vez em 2008. O 'Yxes' conecta o usuário com sites maliciosos. "É preciso olhar todo o contexto combater não apenas as pragas, mas também os sites maliciosos para onde elas nos remetem", diz o especialista.
Além dos ataques a acessos móveis, Manky afirma que a maior tendência na tecnologia das pragas virtuais é o desenvolvimento de mecanismos para atacar as redes sociais. Orkut, Facebook, My Space e Twitter são alguns dos preferidos dos criadores de códigos maliciosos. "Com o maior número de usuários, pessoas do governo e de grandes organizações usando-as como forma de marketing, as redes sociais são cada vez mais visadas por cibercriminosos", diz Manky.
Pela primeira vez no País e representando uma empresa de software, Manky surpreende ao afirmar que programas "open source" são mais vulneráveis, mas por outro lado contam com voluntários constantemente dispostos a aprimorar sua segurança. "Em teoria, falhas nos sistemas de código aberto são mais facilmente encontráveis. Por outro lado, a comunidade atualiza e corrige softwares sempre e muito rapidamente", diz.
Chefiando uma equipe de cerca de 100 pessoas no Canadá, Derek chega a receber quatro relatórios diários sobre novas ameaças. "Eles crescem em volume e complexidade, são cada vez mais multiplataformas", diz.
Aumentando a largura de banda em seu tráfego de dados, as grandes empresas experimentarão cada vez mais violações de suas informações confidenciais e devem estar preparadas para arcar com o custo disso. "As companhias, maiores vítimas desta tecnologia do crime virtual, devem se preparar para aumentar os gastos em Tecnologia de Informação", avisa.
Redação Terra
Os ataques de programas espiões - malwares, keyloggers, ataques por meio de phishing e trojans - tornaram-se mais comuns que os dos vírus comuns por permitirem o acesso às informações pessoais do usuário sem que ele perceba. O maior uso de celulares para conexão faz com que a nova geração destes ataques se concentre nas plataformas de acesso móvel à internet, como o Symbian e o Windows Mobile, tornando-os alvo de pragas como o 'Yxes', detectada pela primeira vez em 2008. O 'Yxes' conecta o usuário com sites maliciosos. "É preciso olhar todo o contexto combater não apenas as pragas, mas também os sites maliciosos para onde elas nos remetem", diz o especialista.
Além dos ataques a acessos móveis, Manky afirma que a maior tendência na tecnologia das pragas virtuais é o desenvolvimento de mecanismos para atacar as redes sociais. Orkut, Facebook, My Space e Twitter são alguns dos preferidos dos criadores de códigos maliciosos. "Com o maior número de usuários, pessoas do governo e de grandes organizações usando-as como forma de marketing, as redes sociais são cada vez mais visadas por cibercriminosos", diz Manky.
Pela primeira vez no País e representando uma empresa de software, Manky surpreende ao afirmar que programas "open source" são mais vulneráveis, mas por outro lado contam com voluntários constantemente dispostos a aprimorar sua segurança. "Em teoria, falhas nos sistemas de código aberto são mais facilmente encontráveis. Por outro lado, a comunidade atualiza e corrige softwares sempre e muito rapidamente", diz.
Chefiando uma equipe de cerca de 100 pessoas no Canadá, Derek chega a receber quatro relatórios diários sobre novas ameaças. "Eles crescem em volume e complexidade, são cada vez mais multiplataformas", diz.
Aumentando a largura de banda em seu tráfego de dados, as grandes empresas experimentarão cada vez mais violações de suas informações confidenciais e devem estar preparadas para arcar com o custo disso. "As companhias, maiores vítimas desta tecnologia do crime virtual, devem se preparar para aumentar os gastos em Tecnologia de Informação", avisa.
Redação Terra
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