quarta-feira, 20 de maio de 2009

Condenada quadrilha especializada em crimes pela internet

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) conseguiu a condenação de um grupo especializado em crimes pela internet a mais de 22 anos de prisão. Clientes goianos da Caixa Econômica Federal sofreram desfalques de até R$ 20 mil em oito ações criminosas encabeçadas por Antônio Carlos da Silva Diniz e Paulo Monteiro da Silva. Segundo o MPF, além dos dois, também foram condenadas outras quatro pessoas, que eram usadas como "laranjas": Júlio Alves, Leonardo Pereira, Marcelo Flores e Joberth Alves.
Segundo o MPF, a ação do grupo consistia no envio de e-mails infectados com o vírus de coleta de senhas, transferências de recursos para contas e saques com cartões adquiridos de laranjas. Diniz era o responsável por espalhar o vírus pela internet, de acordo com o Ministério Público.
Quando o computador da vítima era infectado, todas as informações acessadas eram remetidas ao criminoso. Dispondo das contas bancárias e das senhas, Diniz transferia valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil para as contas "pontes".
Paulo Monteiro recolhia os cartões dos "laranjas" para efetuação dos saques. Para isso, pagava R$ 50 a R$ 100 para os donos das contas. Monteiro e Diniz confessaram o crime à Justiça. Em depoimentos, eles detalharam como o esquema funcionava. "Eu tinha que sacar, chegava uma pessoa com um bando de cartão pra mim", confessou Monteiro.
Por furto, Diniz foi condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime fechado. Já Monteiro pegou cinco anos e quatro meses de prisão também em regime fechado.
Os "laranjas" foram condenados, cada um, a dois anos e dois meses de reclusão. Porém, pela menor gravidade do crime praticado, tiveram as sanções substituídas pela pena pecuniária de um salário mínimo a instituição filantrópica e 880 horas de serviços comunitários.

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